Em 1526 sobre 300 anos Agra era a residência da dinastia mongol o mais importante, que reinou sempre sobre Índia. O imperador Akbar era o maior de todas os mongóis. Sob seu reino, Agra tornou-se um centro muito importante de comércio, indústria, ciência e cultura.

FORT VERMELHO
O Fort vermelho foi fundado por Akbar em 1565 e tornou-se como um cerco fechado do império do Mongol sob gerações sucessivas.
Vistas panorâmicas do Palácio 

A metrópole Deli é uma cidade de contrastes enigmática - os tempos antigos e modernos, a riqueza e a pobreza amarga estão empregados nessa cidade. Os monumentos históricos magníficos marcam a cidade como o Fort vermelho (mostrado acima), Jama Masjid (ao lado) , túmulo de Humayuns, Qutab Minar, a porta da India ..... testemunha de uma heritária cultura passada e fascinante.

 A cidade real de Jaipur foi fundada em 1727 pelo grande Jai Singh II. A cidade tornou-se famosa e conhecida como “a cidade cor-de-rosa” quando na ocasião da visita do príncipe de Gales em 1876 todas as casas inclusive a cidade teve suas paredes pintadas na cor-de-rosa para dar à cidade um ar romântico e para agradar o príncipe e ainda hoje a cidade encanta os visitantes com seu encanto oriental colorido. |

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O Hawa Mahal (palácio dos ventos) é um componente do palácio da cidade e imprime por sua arquitetura alegre e contente. As 953 janelas permitiram que as senhoras da corte prestassem atenção às atividades na rua sem ser observadas. |

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O palácio magnífico da cidade, construído no 18o século, é o maior complexo (edifício) dentro da cidade. Para recomendar muito o Maharaja maravilhoso do museu de Jaipur. Junto à cidade o palácio é o Jantar Mantar, um observatório criado por Jai Singh em 1728. Ao todo Jai Singh construiu cinco observatórios dentre eles esse de Jaipur é o maior e mais bem conservado. |

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palácio da cidade & Janta Mantar |
palácio da cidade - porta de mármoree |
palácio da cidade - museu |

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Após ter visto Jaipur, “a cidade cor-de-rosa”, mostraremos agora uma cidade muito encantadora conhecida como “ cidade azul” – que exibe uma vista excepcional! Fundado em 1459 pelo Suryavanshi Rao Jodha a cidade é um descanso na profundidade do deserto de Thar, que é dominado pelo Fort monumental, o mais impressionante de Mehrangarh. Os palácios, os templos e outros monumentos com um grande valor arquitetural e histórico, testemunhas do passado glorioso da cidade. |
vistas do alto do Fort de Mehrangarh “a cidade azul” e o deserto de Thar |

fortificação
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Jaswant Thada,
todo feito de mármore
especialmente para
Maharaja Jaswant Singh II
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abaixo o pátio
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Varanasi é considerado um lugar mais visitado pelos indianos, por acreditarem em muitas crenças. Todos os anos os milhares e os milhares de Pelegrino vêm as margens do rio Ganges conhecido como “mãe Ganges” para fazerem suas crenças e se banharem nas águas sagradas do rio. |
Fotos da “mãe Ganges” |

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MAHAL de TAJ - o memorial e o mais bonito palácio do amor que a humanidade pode preservar |

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O Taj Mahal foi construído entre 1631 e 1653 pelo imperador Shah Jahan em memória da sua esposa Mumtaz Mahal. Durante seus 17 anos da união era seu companheiro constante e quando morreu após o nascimento de sua 14ª criança, Muntaz Mahal pediu a seu esposo que ele construísse um monumento em sua memória foi quando ele começou a construção do monumento do amor o Taj Mahal; Momentos antes da sua morte o imperador Shah Jahan pediu que fosse enterrado ao lado de sua esposa nas pedras de mármore num cômodo dentro do Palácio. |
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Abaixo imagens do monumento do amor o Taj Mahal |

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Entrada do Taj |
vistas do |
Taj Mahal |
Detalhes do trabalho feito à mão pelos construtores do Palácio |

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mosque ao lado do Taj |
Entrada ao |
Taj Mahal |

No primeiro dia em visita à Índia você poderá sentir uma sensação de exaustão, tamanha a quantidade de fumaça, cheiros, gente e gostos num caos tremendo, aparentemente sem ordem. Uma coisa interessante é saber que, aproximadamente uma a cada seis pessoas neste mundo é indiana. Ou que a população do país é de 953 milhões, a segunda maior do planeta depois da China. Isso são estatísticas. Outra coisa muito diferente é estar no meio deles: uma massa de gente morena com olhar penetrante que anda pelas ruas e parece não ter fim.
Aliás, as ruas da Índia não são apenas uma via que leva a algum lugar. O problema de moradia é tamanho que esse espaço público comporta algumas atividades para nós, ocidentais, estritamente privadas. Limpar os ouvidos, arrancar dentes, comer, urinar, dormir, defecar, banhar-se e fazer a barba, por exemplo, são coisas que, na Índia, acontecem, literalmente, no olho da rua. Em certas cidades lá pelas 19:00 horas, vê-se entre trinta a quarenta estruturas de madeira com cordas trançadas serem dispostas sobre a calçada. È um hotel. Por 10 rúpias, a moeda loca, os proprietários alugam o catre, colchão e coberta. De manhã, quando o movimento começar, as camas serão recolhidas e os dorminhocos, obrigados a circular. Parece estranho, mas tem ao menos uma vantagem: o preço, equivalente 29 centavos de dólar.

Pela manhã, à beira do Ganges, o rio sagrado que nasce nos cumes nevados do Himalaia, um homem faz seu ritual de purificação. Primeiro, ele se banha, em seguida bebe um pouco da água com as mãos em concha. Assim, se limpa e livra-se dos seus pecados.

Depois do ritual, purificado, ele segue o seu caminho. E 5 metros mais adiante na beira do mesmo rio sagrado, abaixa-se para defecar.
Mas não há apenas paradoxos religiosos ou higiênicos. A Índia parece existir para provar ao mundo que nada é linear e lógico. Há coisas para nós absolutamente inexplicáveis, como o trânsito. As ruas e avenidas são uma aglomeração disforme de carros, caminhões, motocas, esquadrões de riquixás de bicicleta e riquixás motorizados – além de eventuais camelos, elefantes e infalíveis vacas.
Aos poucos, porém, algumas regras tornaram-se claras, a primeira delas é que a buzina é um elemento notoriamente mais importante do que os breques. Os indianos só reconhecem a presença de outro veículo pelo som: ele pode estar à sua frente; mas se não buzinou, é como se fosse uma etérea miragem, tanto que a maioria dos carros leva a seguinte inscrição no pára choque. HORN PLEASE ( buzine por favor ).

Uma vez tendo possante buzina, as regras que seguem são: os maiores avançam primeiro. No caso, os maiores são os ônibus e caminhões – estes de uma única marca, “made in Índia”, os poderosos “Tata”. Segunda: os que não têm nada a perder (como os Kamikazes riquixás) também avançam, afinal, um arranhão a mais não vai fazer a menor diferença. E assim, na estrada, caminhões, ônibus, carroças com camelos, bicicletas, gente, riquixás e até elefantes tentam tomar a dianteira.
Em meio a ultrapassagens impensáveis, já que todos buzinam e vão, a sensação para o estrangeiro é que no dia em que o apocalipse finalmente chegar, ele mal será notado na Índia. A sorte é que os indianos, ou ao menos os hinduístas, que correspondem 80% da população, têm milhões de deuses para protegê-los. Só assim se pode explicar que naquela balbúrdia os acidentes, embora aconteçam, não sejam tantos: é intervenção divina...
Más há quem circule impávido no caos, e aqui chegamos à última regra: as vacas têm prioridade. Atropelar uma vaca na Índia é quase igual a assassinar um ser humano. Na maioria do Estados é crime punido com prisão. Consideradas sagradas, as vacas são apenas enxotadas gentilmente quando resolvem atracar a passagem. Acomodadas placidamente em meio a bagunça, elas comem os restos de tudo o que é jogado no chão.
Cascas, caixas, papeis, tudo vai parar nas ruas. As vacas e camelos os comem e, uma vez satisfeitos, defecam no mesmo lugar. Seu estrume é então recolhido para secar ao sol em pequenas tortas, que servem de combustível para acender o fogo e cozinhar. Na Índia, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma num ciclo contínuo, eterno.
Assim tem sido pelos últimos milênios, não apenas com o lixo, reciclado naturalmente pelos animais, mas com outros aspectos, como um grande polvo que acumula braços, a
Índia foi assimilando idéias, costumes e línguas das várias civilizações que a habitaram. Dos arianos, um povo nômade e pastor que chegou aproximadamente em 1500 a.C, os indianos integraram o culto à vaca, tida por eles como símbolo de fertilidade. Foram aos arianos que deixaram também uma herança que até hoje ordena a sociedade e, ao mesmo tempo causa problemas: o sistema de castas. No início, havia apenas quatro: os brâmanes-religiosos, os guerreiros, os comerciantes e os serventes.

Mas com o tempo os ofícios foram crescendo, a sociedade foi ficando mais complexa e as divisões e subdivisões foram aumentando.Hoje são mais de 500 categorias, dos bramares aos intocáveis parias, absolutamente rejeitados, que vivem quase à margem da sociedade. Muitos tentaram fugir desse controle adotando outras religiões, como a católica ou a muçulmana, que pregam a igualdade dos homens perante Deus.

Os muçulmanos chegaram no ano 1100 vindos da Pérsia e da Turquia. Excelentes estrategistas e ótimos políticos, dominaram quase todo o território do país. Foram 500 anos de controle que deixaram hábitos e uma arquitetura extremamente requintada. Preciosidades como a Cidade Rosa, em Jaipur (foto ao lado), a capital do Rajastão, as cidades muradas de Jaisalmer, próxima do Deserto Thar, e os belos fortes de Jodhpur, Délhi e Agra devem-se a eles.


É também fruto da imaginação de um grande imperador muçulmano o mais conhecido cartão-postal da Índia: o Taj Mahal. Feito de mármore branco, na cidade de Agra, à época capital do impérios, o Taj Mahal é um mausoléu. Ele foi erguido pelo imperador Shah Jahan em homenagem à sua esposa. Muntaz Mahal, que morreu ao dar à luz ao décimo quarto filho do casal. Inscrustado com pedras preciosas, o edifício demorou 22 anos para ser construído.

Foi com esses ricos marajás espalhados de norte a sul que os ingleses iniciaram suas transações comerciais ao criar a Companhia das Índias. Em pouco tempo, eles estavam dominados e servindo aos interesses britânicos, quem paradoxalmente, deixaram como maior legado a sua língua. Foi o idioma do colonizador que serviu para unificar a Índia e dar aos seus habitantes a idéia de nação. Até hoje, um indiano do norte, que fala kashimiri, só se entende com um compatriota do Punjab em inglês.
É que a diversidade de climas e culturas que existem no país é notável. Estendendo-se um mapa da Índia sobre a Europa, por exemplo, ele cobriria uma área da Dinamarca até a Líbia, e da Espanha até a Rússia. E tão diferentes quanto esses climas e povos são os dos Estados da Índia. Eles falam 325 línguas distintas e vivem sob temperaturas totalmente opostas. Enquanto a área fértil do centro do país, responsável por grande parte da agricultura, tem quatro meses de chuvas constantes, no Deserto Thar há crianças de 7 anos que nunca viram um pingo de água caindo do céu.
Mas são apenas línguas e climas diferentes, a culinária e os trajes são outros de Estado a Estado, e eles rezam em sete diferentes credos, alguns apenas braços do próprio hinduísmo, que parece comportar tudo. A religião foi incorporando outras até chegar aos seus 330 milhões de deuses, uma massa um tanto confusa. “Ninguém saberia nomeá-lo todos, mas cada pessoa, família ou região adota seu”.

Esse olimpo superlotado é para nós tão estranho quanto os casamentos, arranjados pelas famílias entre membros da mesma casa. Mas, obviamente, a expectativa que temos em relação à vida conjugal é infinitamente diferente da dos indianos. Nas grandes cidades, os casórios costumam ser no jardim de um hotel. O noivo chega a cavalo, ou de elefante, com um turbante bem planado na cabeça e cercado por seus amigos.
Como as noivas mudam-se para a casa dos familiares do marido e não levam nada, nem têm o direito à herança ou às terras de sua família, os pais das castas mais abastadas começaram a dar-lhes dinheiro e jóias, com o tempo, o costume alastrou-se e o dote virou um problema.

Agora são as famílias do noivo que exigem dinheiro, jóias, tv´s e motocicletas para aceitas a noiva. As negocoações podem levar anos e chega-se a pedir 2 milhões de rúpias, o equivalente a 59 mil dólares, o que, num país onde 62% das pessoas ganham menos de mil rúpias (30 dólares) por mês, dá a medida do absurdo. Alguns pais se endividam por dez anos para poder casar suas filhas.

É que os indianos acreditam que cada um, de acordo com sua casta, tem em cada etapa da vida certas obrigações a seguir para poder reencarnar melhor. Na infância a obrigação é estudar. Mais tarde casar e cuidar de sua família ( o que inclui casar as filhas ). Já depois de ver o primeiro neto nascer, é hora de retirar-se do mundo e cuidar do seu espírito, encontrar Deus e finalmente atingir a morte, a liberação.
O local mais apropriado para entregar-se à morte é a cidade de Varanasi. Morrer ali é quase uma garantia de melhor reencarnação. Assim, muitos velhos vão para lá e ficam À sua espera, na beira do rio, onde milhares de piras funerárias ardem. Antigamente quando um homem morria, sua mulher (viva) era cremada junto com ele, em sacrifício à deusa Sati. Essa prática foi proibida, mas algumas famílias ainda o fazem.
Mas ao mesmo tempo esse é um lugar onde não há prostituição nem assaltos a mão armada, no qual se pode passar um mês sem tomar um refrigerante, ver um restaurante ou ouvir música ocidental.

Talvez, ao ir embora, o visitante sinta alívio por voltar a um mundo que ele domina e conhece. Mas. Acredite, passados dois meses, o que fica é a lembrança de uma terra fascinante e muita saudade.
A
fama da exuberante riqueza da Índia Antiga se estendeu
muito além das fronteiras.
Em busca desta riqueza, Timur, mais conhecido com o nome de Tamerlán
e sua horda de saqueadores invadiram o território para
saque. Depois de dias de assassinatos, roubos e profanações
prosseguiu sua marcha, deixando para trás uma devastação
incalculável. Ao sair do país, levou um número
enorme de elefantes, quantidades imensuráveis de armas
e o melhor do artesanato, para decorar sua capital Samarkand.
Ninguém imaginou que menos de um século depois,
um descendente dos povos da Índia Antiga ergueria o maior
império que jamais existiu.
Este é o Império Mongol, governado por homens extraordinários
como Akbar, Zehanguir e Shah Zehan.
Akbar assumiu o trono do Império Mongol com 13 anos, e
foi quem o consolidou e expandiu. Akbar teve três filhos,
o primogênito chamou Salim, conhecido posteriormente como
Zehanguir.
Akbar contava com uma biblioteca de 24.000 livros, que o Imperador
havia herdado dos artistas persas do seu pai. Com seu apoio pessoal
a pintura em miniatura ganhou grande destaque.

Zehanguir herdou do pai a apreciação da arte, mas
não suas qualidades de estadista.
Em 1592, a esposa hindu de Zehanguir deu a luz a um menino, Shah
Zehan (Imperador do Mundo); menino que foi adorado pelo seu pai
e avô.
Shah Zehan teve durante vários anos os melhores mestres
para sua completa educação: ciência e medicina,
gramática, lógica, matemática, astronomia,
geologia, aprendeu árabe, o idioma do Corão, e persa,
manejo da espada, poesia, estratégia militar, tiro e seu
maior interesse, arquitetura.
Em 1605, quando tinha 13 anos, seu pai tornou-se imperador.
A arte e a arquitetura tiveram o apoio pessoal do Imperador, apoio
este que se estendeu também para o reinado de Shah Zehan.
A arquitetura e a arte mongol que perduram até a atualidade
comprovam que este patrocínio foi recompensado.
Com 15 anos, Shah Zehan, com uma excelente preparação
intelectual, alto, olhos grandes e lânguidos, era considerado
o mais elegante dos mongóis.
Neste
mesmo ano por ocasião do real Bazar Mina, bazar particular
realizado junto ao harém, onde as mulheres aristocráticas
faziam suas compras, os olhos de Shah Zehan vislumbraram a mulher
mais bonita que já vira em sua vida, vendendo seda e acessórios.
Ela era Arjumand Banu, filha de Assaf Khan, sobrinha de Nur Zehan,
esposa predileta do imperador. Cresceu no harém de seu
pai, mimada por todos. Aprendeu árabe e persa, e sofreu
grande influência de sua tia Nur Zehan.
Sua
imagem não lhe saiu mais do pensamento, e no dia seguinte,
falou a seu pai que queria casar-se com ela, no que o imperador
consentiu.
Passaram-se, porém cinco anos antes que Shah Zehan voltasse
a ver a beleza de Arjumand Banu. Casou-se primeiramente com Quandari
Bergun, princesa persa, por motivos políticos; entretanto
sua paixão só aumentava.
Foi no ano de 1612, que os astrólogos disseram ser de bom
agouro que se realizasse o casamento de Shah Zehan com Arjumand
Banu. Ele tinha então 20 anos e ela, 19.
O
casamento foi grandioso, realizado com pompa, riqueza e esplendor
nunca visto.
Arjumand Banu após o casamento recebeu o título
de Mumtaz Mahal (A Escolhida do Palácio). Ela se tornou
a companheira constante e leal, acompanhando-o até nas
guerras; sendo a esposa preferida de Shah Zehan.
Mumtaz Mahal era compassiva, generosa, afetuosa e de caráter
franco, além de muito bonita. Os poetas celebravam sua
beleza, dizendo que a lua, envergonhada, escondia seu rosto diante
dela.
Pouco se sabe da vida privada de Shah Zehan e Mumtaz Mahal, exceto
que viveram apaixonadamente e de forma inseparável até
os últimos dias.
Em seus 19 anos de casamento, Mumtaz Mahal deu a luz a 14 filhos,
sendo que sete morreram na infância.
Shah Zehan se envolvia cada vez mais com a política, e
Mumtaz Mahal sempre a seu lado, demonstrou ser uma conselheira
política inteligente.
Em
1631, quando Shah Zehan partiu para mais uma batalha, ela o acompanhou,
contra a vontade do imperador, pois estava grávida. Em
07 de julho deu a luz a uma menina, enquanto o imperador estava
no campo de batalha. Ele recebeu a notícia de que ambas
estavam bem.
Porém, ao amanhecer, chegou um mensageiro informando que
ela havia piorado. Apressou-se para chegar a sua tenda, e pediu
que todos saíssem para ficar só com ela.
Todos
estavam muito preocupados, pois Mumtaz Mahal disse ter ouvido
sua filha chorar em seu útero, o que era sinal de mau agouro.
Quando Shah Zehan se aproximou, ela disse a seu ouvido, que ele
construísse um monumento para ela, que simbolizasse a pureza
e a beleza do seu amor. Morreu logo em seguida.
E Shah Zehan, o Grande Imperador do Mundo, o maior de todos os
mongóis, perdeu o controle e rompeu a chorar descontroladamente.
Durante toda uma semana Shah Zehan esteve de luto; não
comeu, não bebeu, nem recebeu ninguém. Os que passavam
perto do seu aposento, disseram ter ouvido um choro baixo e constante.
Quando
saiu, no oitavo dia, viu-se um homem velho. Seus cabelos estavam
brancos, seu corpo curvado e seu rosto marcado pelo desespero.
Sua vida não voltaria a ser a mesma;
Mumtaz Mahal era uma parte muito preciosa dela.
Não lhe bastou o período usual de 40 dias de luto.
Declarou que todo o reinado estaria de luto durante dois anos,
estendendo sua melancolia por toda a Índia. Não
haveria nem entretenimento, nem diversão pública,
nem música; não se usaria nem jóias, nem
perfumes, nem nenhum tipo de adorno; proibiu-se o uso de trajes
vistosos, executando-se quem se atrevia a ofender a memória
da rainha.

Profundamente abalado, Shah Zehan tomou uma decisão que
se converteria em sua obsessão durante os próximos
anos: construir para sua rainha um mausoléu mais puro e
mais bonito como ninguém jamais construiu. Só um
monumento assim seria suficiente para Mumtaz Mahal, e para expressar
o tamanho do seu amor por ela.
Depois de seis meses da sua morte, seu corpo foi trazido para
Agra. Shah Zehan mandou que se espalhasse prata por todo o caminho.
Foi selecionado um solar em Agra, onde se enterrou temporariamente
o corpo da rainha, num jardim tranqüilo nas margens do Rio
Yamuna.
No mesmo ano, Shah Zehan havia se empenhado no processo de receber
os desenhos de arquitetos da Índia, Egito, Birmânia,
Pérsia e Sri Lanka; mas era difícil agradar ao imperador.
Já se passaram mais de trezentos anos desde a construção
do Taj Mahal, mas não se conhece o autor do projeto, tendo-se
apenas suposições.
Na
época de Akbar e Zehanguir, avô e pai de Shah Zehan,
havia grande patrocínio para as artes, fazendo com que
muitos artistas fossem de várias partes do Oriente para
lá. Na época de Shah Zehan, o patrocínio
era maior, portanto os melhores engenheiros, escultores e pedreiros
da região trabalhavam em sua corte.
Para a construção do Taj Mahal, foram necessários
vinte mil operários, em vinte e dois anos de trabalho (1632-1654),
com um custo monumental, que nunca pode ser contabilizado de forma
precisa.
Para embeleza-lo, chegaram jóias de todos os lugares do
mundo: turquesas do Tibet, lápis-lazúli do Afeganistão,
jade e cristal da China, conchas, corais e madrepérolas
do Oceano Indico, vidros do Egito, diamantes e quartzo do Himalaia,
ágata do Yemen, ônix da Pérsia, ametista,
mármore branco e negro, arenito vermelho, e 467 quilos
de ouro.
Nas
paredes de mármore podemos ver uma enorme gama de esculturas.
Os motivos florais são muito usados, refletindo o gosto
dos mongóis por jardins e flores. Usou-se também
esculturas em mármore negro para incrustações
caligráficas de versos islâmicos.
Shah Zehan, Imperador do Mundo, imortalizou não só
a sua amada, como a si mesmo e a toda a sua dinastia, construindo
o Taj Mahal.
Situado a menos de um kilômetro de Agra, cercado por um
parque verde e silencioso, é a culminação
gloriosa da fusão artística da arquitetura indiana
e da ornamentação mongol.
Shah Zehan morreu em 22/01/1666, seu corpo foi levado de barco
ao Taj Mahal e enterrado junto de sua amada, Mumtaz Mahal, findando
assim esta linda história de amor.
Muitas pessoas que até hoje visitam o monumento se perguntam
se o que vêem é verdadeiramente uma realidade em
pedra e mármore ou uma visão efêmera da beleza
pura.
Tagore, fazendo eco aos admiradores do Taj Mahal escreveu:
“Tua sabias, Shah Zehan, que a vida e a juventude, a riqueza
e a glória, todas elas se deixam levar pela corrente do
tempo. Para tanto, tu te esforçaste pela perpetuação
da tristeza só no seu coração.
Que se desvaneça o esplendor do diamante, pérolas
e rubis como o resplendor trêmulo do arco íris. Que
só esta gota de tristeza, este Taj Mahal, reluza brilhantemente
e sem manchas no colo do tempo para sempre e eternamente".