Untitled Document
Os mais lindos tapetes do oriente em PROMOÇÃO, Click aqui para acessar nossa loja virtual e conferir todas nossas ofertas.
Untitled Document
   Abadeh
   Ardebil
   Afschari
   Bidjar
   Belouch
   Bakhitiari, Bokhara
   Dhurrie, Gabbeh,
   Herat, Hereke
   Hamadan, Heris
   Hausseinabad
   Joshagan
   Isfahan
   Karshan
   Kashmir
   Kazak
   Khorassan, kilim
   Kirmanshah, Kescham
   Kirman, Ghoum,
   Mesched, Mood, Naim
   Sarouck, Senneh
   Shiraz, Tabriz
   Yalameh
   Ziegler
   Taj Lã, Taj Couro
   kilim jaipur, Natura
   Nepal e Agra
   Origem, Materiais
   As Cores,
   Restauração
   Medidas
   Origem, Materiais
   As Cores,
   Restauração
   Medidas
   Ornamentos
   Motivos de Animais
   Elemento Floral,
   Geométricos
   Cuidados
   Tratamentos
   Partes Estragadas
   Legitimidade
   Grand Bazzar
   Instambul
   Mesquita Azul
   Palácio topkapi
   Castelo Ydikule
   Galeria de Fotos
   A riqueza da Índia
   China
   Índia
   Paquistão
   Irã
   Turquia
 
  » Ornamentação » Elemento Floral

Este elemento é composto de desenhos que representam a natureza oriental. Essa ornamentação de linhas vibrantes e acabamento esmerado é encontrada nos tapetes de luxo e nunca nas peças acabadas pelos nômades.
Quanto mais fino o atado dos tapetes, mais naturais se tornam as linhas que contornam o desenho. Uma laçada grosseira só pode dar a impressão de linhas desnivelada.
A seguir trataremos da origem e das possibilidades de organização da ornamentação floral, pois, à semelhança dos ornamentos geométricos, estes também tem diferentes representações.

Motivos Florais

•Palma: a origem de brotos e folhas ocupa um lugar especial nas configurações dos velhos tapetes orientais. A iniciação desse motivo tem várias versões. Assim, podemos ver este motivo nas primeiras peças originais como fazendo parte de uma flor de lótus, parte de leque ou leque inteiro de uma palma. A forma persa da palma se assemelha ao velho símbolo usado pelos assírios. As incontáveis e distinguíveis formas de palma podem ser divididas nos seguintes grupos:

Palma em cruz: seu contorno lembra uma coroa enlaçada.

Palma em cálice: é reconhecida pela sua forma de cálice como ponto central, rodeada por um conjunto de folhas.

Palma de leque: assim são denominadas as palmas que se assemelham a um leque aberto. Nas velhas peças encontramos freqüentemente conbinações de palmas, que tem como ponto central uma palma de leque.

Folha em forma de palma: esse motivo se compõe de bonitas folhas. Existem variações em torno da folha de palma, formando uma folhagem de brotos e folhas de palma.

Palma de sarraceno: para reconhecimento deste motivo, observe se há uma forma enrolada e arredondada das folhas. Ela se originou na antiga arte de Maommed e ainda contém fortes sinais do entrelaçamento da arte bizantina. É também conhecida como palma bizantina.

Palma de arabescos: ela se caracteriza pelos arebescos entrelaçados.

Palma de disco: aparece sob a forma de um vaso arredondado ou elíptico. São mais comuns nos tapetes antigos.

Palma xá Abbas: esta forma só aparece nos antigos tapetes Dschouschegan. Ela é conhecida também como Palma Dschouschegan. No centro da palma contornada, temos um desenho completamente independente. As palmas com animais, máscaras e gênios, são fáceis de serem identificadas pelos seus desenhos centrais que representam os elementos mencionados. O desenho da palma nos tapetes começa com o enlaçamento de desenhos pequenos quase invisíveis até o motivo central, como se vê nas peças de 1650. Este enlaçamento aparece mesmo nos tapetes das antigas regiões da Ásia Menor, Armênia e leste da Pérsia, onde a palma aparece fortemente geometrizada.

•Arabescos: como a palma, o arabesco é um dos principais motivos do Oriente. Eles compreendem desenhos cheios de variações que se unem entrelaçados, compondo conjuntos tipo trepadeira. O arabesco persa é mais delicado e mais limpo que o mourisco. Nas províncias da Ásia Menor encontra-se uma forma estilizada de arabescos.

Para todos os povos do Islã, os arabescos representam figuras humanas e de animais, devido à proibição de reprodução destas figuras pela religião que professam. A origem dessa ornamentação representa a sabedoria grega.

• Árvores e arbustos: este motivo está ligado diretamente à religião. Os antigos nômades acreditavam que a alma das árvores subia ao céu. No círculo cultural persa se conhece duas árvores sagradas: Allheil (salva tudo), que cura tudo e que faz cair na terra todas as sementes dos vegetais, e a Haoma, árvore da vida, que dá imortalidade.

Na mitologia indiana, estas árvores estão englobadas com a árvore da força e da vida imortal de toda a natureza. Na China, esta árvore divina também tem grande importância. Na religião maometana, a "Tiba" é a árvore da vida. Na ornamentação da Turquia e do Kudistan, a árvore sagrada dos velhos tempos também tem seu lugar; sua forma é igual à árvore de Natal. Nas regiões persas, estas árvores são representadas com raízes e massa de terra.

No oeste da Turquia, esta árvore é representada pela figura de um cedro, enquanto que na Pérsia esta árvore é o cipreste. Os ciprestes nos tapetes Kirman são especialmente delicados e também valem como sinal de reconhecimento nos tapetes de Xá-Abbas-Ara. A repetição da metade de um cipreste formando colunas imaginárias indica que a peça é de origem indiana.

•Galhos e trepadeiras: as diversas formas de trepadeiras podem ser encontradas tanto nas partes internas como nas beiradas dos tapetes. As únicas peças que não seguem essa regra, (consideradas exceção), são os tapetes antigos da Ásia Menor e os feitos pelos nômades. As trepadeiras se dividem nos seguintes grupos:

•Trepadeira espiral: trepadeira simples onde se vê nitidamente a forma espiral.

Trepadeira de flor: neste motivo aparece o caule grosso estilizado; ele aparece freqüentemente nos tapetes velhos de Uschak e Siebengurger.

Trepadeira arabesco: nesta variação os elementos florais são formados com os próprios arabescos.

As gavinhas desempenham um papel importante no desenho dos beirais dos tapetes orientais; elas são o motivo fundamental dos tapetes orientais; os desenhos formados por elas variam muito nas formas onduladas, que podem ser partidas ou inteiras e que se cruzam ou se entrelaçam. Nos tapetes persas e indianos, elas são freqüentes. As gavinhas onduladas partidas são características dos tapetes caucasianos, da Asia Menor, dos povos nômades e das províncias persas.

Nas peças persas de Herat, encontramos o galão Herat que é composto de uma seqüência de gavinhas que obedecem à seguinte ordem: folha - lança - palma ou arabesco - folha - lança - roseta - folha - lança palma ou arabesco - folha - lança etc... Essa seqüência é infindável e simboliza a duração e a repetição da vida.

•Folhas: somente em tapetes de luxo aparecem imagens de folhas. Apesar de serem muito pouco importantes no papel decorativo das organizações, elas auxiliam muito no reconhecimento da procedência e da idade da peça. Os grupos mais característicos são: folhas comuns, folhas com lanças e três folhas. Para reconhecermos as variedades das folhas, basta contarmos suas reentrâncias, que vão de três até oito. Os desenhos de folhas rigorosamente estilizados são caracteristicos das velhas peças armênias da Ásia Menor e do nordeste persa, como por exemplo, o tapete Joraghan. No Cáucaso, era empregada seguidamente a garra de pássaro, também chamada folha de duas fendas; ela se repetia duas ou quatro vezes na sequência.

Nos tapetes de luxo persa, é costumeiro se repetir 2 vezes um conjunto com duas folhas, e ainda se acrescentar mais uma folha em cada grupo, ficando três folhas juntas.

Folhas pontudas: estas são muito freqüentes nas peças indianas.

Folha de lança: este motivo foi inspirado na folha de acalanto. No país persa elas tomam diversas formas. Os tapetes da Ásia Menor têm bonitas formas e são chamados de tapetes sírios.

Três folhas: este motivo é originado da arte sarcênica e particularmente se encontra nas velhas peças persas. Seu beiral é maravilhoso, formado com três folhas colocadas em posições desencontradas.

•Flores e botões: este motivo se apresenta na ornamentação dos tapetes orientais com diversas formas simples ou compostas. Esta decoração sobrepuja artisticamente os outros motivos. Entre as flores que compõem este motivo, temos a predileta dos orientais, que é o lirio, mas junto dele temos cravos, tulipas, narciso, jacinto, flor de lótus girassol, e a henna predileta dos profetas. Além destas flores, encontramos em grande quantidade, brotos e outras flores.

Lírio: lírio branco, muito usado na Índia como símbolo da inocência e da pureza. Nas peças persas se apresenta em forma de imagens diversas. O lírio espada é o símbolo da sorte, da liberdade. Nos tapetes da região de Konia, temos as beiradas e a área interna decoradas com formas de lírio; por isso, ele é chamado de flor de Konia. Broto de henna: é o broto de uma flor muito importante na região islâmica e aparece principalmente nos tapetes Sultanabad. É encontrada geralmente no centro de formas ovaladas.

Cravos: essa flor aparece na sua forma natural; está presente em todas as peças persas e indianas. Uma das características dos tapetes das províncias da Ásia Menor principalmente nos de oração, é a forma estilizada desta flor.

Tulipas: se originaram na Ásia Menor.

Flor de lótus: na mitologia chinesa e oriental de um modo geral, esta flor é sagrada e representa um grande papel. Na Pérsia ela é o símbolo da imortalidade. Buda é colocado sobre uma flor de lótus. Para os chineses, ela é o símbolo da fertilidade. A figura da flor de lótus tem uma forma de rosa d'água.

"Paonie", rosa de Pentecostes: esta flor é usada nos tapetes chineses e turcos do oeste.

Crisântemos e rosas: estas flores são encontradas no setor cultural chinês; sua confecção exige grande perícia artística.

Maçã granada: muito poucas frutas gozam do prestígio da maçã Para os assírios, esta fruta servia de alimento religioso.

Na China, é representada por uma porção de sementes que simboliza as bênçãos para as crianças. As maçãs aparecem na forma natural e estilizada. A maçã granada é desenhada como um ananás, forma oriental da fruta. A maçã granada aparecia como simples ornamento e passou depois a ser um motivo muito importante.

Roseta: este motivo é representado por uma rosa que significa pensamento. Ele pode ser empregado só ou conjugado com outros ornamentos. É comum encontar-se a roseta com a representação sintetizada de um cálice de flor, folhas e flores.

•Mir-i-Botah: este motivo é um pequeno ornamento ou são inúmeras linhas que se repetem enchendo a base do tapete; ele se repete em quase todos os tapetes orientais sob designações diversas: ponta da palma, pêra, amêndoa, bicos, jóia, mas todas estas designações têm um unico significado: "flor do príncipe".

Eles são localizados junto a ponta ou topo de outro motivo. Pode ser repetido, dobrado ou colocado em posição inversa um do outro. A origem e a significação desses nomes foram pesquisadas e conseguimos saber alguma coisa, por exemplo: bico - simboliza longa vida; laço de rio - o retorno dos dons desviados dos santos rios indus Ganges ou Dchichlam em Kaschmir. Os desenhos de amêndoas ou pêras são assim denominados pela semelhança com a forma dessas frutas. Jóia - é a denominação dada ao principal motivo Mir-i-Botah que aparece na coroa dos antigos soberanos do Irã. Chama ou labareda: motivo muito empregado na tapeçaria, tem a forma semelhante a uma labareda ou chama. Bem antes de procurarmos significado para estes motivos, os persas dos velhos tempos já adoravam o fogo, razão do uso constante desse motivo.

A representação deste motivo significa que há uma ligação religiosa. Imagina-se que o motivo labareda tenha se originado de um pacto feito pelos principais povos orientais de assinarem suas peças com as mãos, tornando-se elas a marca registrada. Observando-se esta marca veremos a semelhança dela com uma labareda, não deixando nenhuma dúvida entre esta relação. Esta marca ajudava a preservar a cultura desses povos.

A variação mais usada do Mir-i-Botah é aquela que mostra pontas com as linhas dobradas colocadas em direções contrárias. Os tapetes de Serabend e Schiraz formam uma exceção, pois as linhas do motivo correm paralelas. No centro-leste da Pérsia se originaram em torno desse motivo pequenos ornamentos quase cruzados. Do sul e do oeste da Pérsia nos chegam ornamentos com desenhos maiores, como também do Cáucaso onde são comuns as formas estilizadas. Nos Serabend, o Mir-i-Botah vem como uma característica do desenho do beiral com o nome de beiral Chekri.No tapete Mir de Mirabad, o motivo é feito proporcional ao tamanho do desenho do tapete; quando ele é muito pequeno, leva um desenho minúsculo chamado motivo pulga.

Fita Ondulada:

Figura ondulada comprida com aspectos de uma cobra. A fita ondulada é sempre encontrada nos tapetes do Oriente simbolizando a vida, a imortalidade e o poder de Deus. Sua origem parece ter sido na mitologia budista, herança deixada pela antigüidade chinesa. As fitas onduladas aparecem sobre estranhas formas simétricas ou assimétricas. Nos tapetes que surgiram no século XIX, a forma original já tinha sido deturpada. Nos tapetes de família, a fita ondulada pode ser dividida:

•Tschi: pequenos ornamentos em forma de concha, que nos tempos passados talvez formassem algumas ondas. Para o povo chinês, este motivo significa esponja sagrada, que simboliza a imortalidade. O motivo tschi pode aparecer em conjunto ou separado; ele é parecido com uma concha.

•Tschintamani: este motivo perdeu sua importância nos tempos do xá Abbas: ele é simbólico para a doutrina budista, pois é um motivo chinês. Ele é representado por três bolas formando um triângulo. Na Ásia Menor, ele é conhecido como motivo Timur, símbolo das armas utilizadas para conquistar Timur da Mongólia.

•Relâmpago: este motivo é representado por duas passagens paralelas formadas por fitas amarrotadas. Sua aparência é ondulada imitando raios de relâmpago.

•Montanhas: este motivo pertence à mitologia mongólica, encontra-se nas peças chinesas e nos tapetes do oeste da Turquia.

 
barra