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  » Istambul - Turquia » Palácio Topkapí 

Morales Tapetes Orientais

Palácio Topkapi

Atuando como centro de administração durante quase 400 ano para o império otomano, um dos maiores impérios otomanos, o Palácio Topkapi é seguramente o lugar histórico mais importante a visitar em Istambul. Esta é a razão pela qual o Palácio pe um dos monumentos mais visitados da Europa e o mais visitado na Turquia, excedendo os 2,5 milhões de visitantes por ano.

Após a conquista de Istambul pelos turcos em 1 453, o sultão otomano Fatih Mehmet. Que viveu durante uns tempos num palácio perto do Grande Bazar no bairro Beyezid, mandou edificar as estruturas que constituem a essência do Palácio, construído em os anos 1 475 – 1 478. Nos séculos que se seguiram, todos os sultões otomanos enriqueceram e aumentaram o palácio com novos complexos, até ter sido abandonado no século XIX. O nome original do palácio era “Saray-I Cedice-I Amire”, mas devido aos enormes canhões diante do portões do palácio, o povo deu-lhe o nome de Topkapi, sendo assim geralmente chamado pelos locais. O palácio circundado por muralhas, com cerca de 5 km, tem uma área total de cerca 700 000 m2 que é duas vezes a área do Vaticano e de Mônaco.

O palácio era protegido por 28 torres. As muralhas que rodeiam a cidade ao longo da costa, são do período bizantino e as muralhas terrestres são obras dos otomanos. Existiam três entradas pelo mar e quatro pela terra. Quase 5 000 pessoa por dia visitam o palácio onde aproximadamente viviam 5 000 membros da família real, altos dignitário, classes dirigentes, soldados e criados...  

A maioria dos edifícios foram destruídos em grandes incêndios e terremotos que ocorriam freqüentemente no século XVC e XVII, sendo depois restaurados algumas vezes. Por isso é possível observar diferentes estilos arquitetônicos dos vários períodos dos séculos XV e XVI. O plano arquitetônico geral do Palácio Topkapi, é constituído em duas partes, que não se assemelham à clássicas arquiteturas palacianas da Europa. A primeira parte chama-se ENDERUN, onde vivia o sultão e os membros da dinastia; a segunda, BIRUN, era onde viviam importantes empregados civis que executavam trabalhos governamentais. 

Embora o edifício largo e comprido incluindo centenas de quartos e vastos jardins formam o plano geral dos palácios europeus, os otomanos preferiram um estilo bem diferente. Os otomanos que tinham uma vida nômade até alguns anos antes da construção do palácio Topkapi, fizeram refletir tradições nômades na arquitetura do palácio. Tal como os nômades amavam as suas tendas em volta de um espaço vazio para comerem e divertirem-se, também os otomanos ao construírem o Palácio Topkapi, deixaram enorme jardins no centro e construíram os edifícios em volta.

Quando chegamos à entrada principal, depois de contornar Santa Sofia, a porta que encontramos é a “Bab-I Humayun”. À sua frente, fica a esplendida fonte, mandada construir pelo sultão Mehmet II,o Conquistador. No tempo dos Otomanos, vendia-se Sherbet (bebida doce à base de fruta) em pequenas lojas situadas em volta desta fonte que chamava aa atenção com as suas 5 cúpulas e ornamentos.

Passando pela porta “Bab-I Humayun, construída pelo sultão Fatih Mehmet em 1 478 os visitantes ficam diante do grande e vasto “primeiro pátio”,.Do lado direito deste pátio, podemos ver a esquadra de polícia, área de estacionamento, residências dos empregados do palácio, ruínas do hospital e da padaria do palácio e por detrás o Mar de Marmara. Do lado esquerdo, surge a Igreja de Santa Irene, a antiga tesouraria otomana e mais atrás o Museu Arqueológico de Istambul que será apresentado em detalhe nos seguintes capítulos. Passando através do pátio e pelo guichê, transpomos “Bab-Us  Selam”, a segunda porta principal do palácio e começamos a nossa visita no museu. Esta porta que foi construída durante o reinado de Mehmet II é também designada de Porta Central. 

A torre à esquerda da porta feita de ferro forjado em 1 524, foi utilizada com prisão para os tais empregados civis, que cometiam um crime durante o período otomano. Existe o mito de que os carrascos lavaram as suas espadas na fonte em frente a esta porta depois de executarem sentenças de morte. 

Quando transpomos Bab-Us Selam, o palácio que encontramos é um enorme jardim com 130 m de largura e 160 metros de comprimento, cheio de ciprestes muito antigo e outras árvores. As pequenas maquetes do palácio que ficam ao pé da entrada, dão uma boa idéia do tamanho, da extensão do complexo. Além disto, os mapas colocados na parede mostram a expansão do império durante a sua formação e poderio. A seção ao lado direito da entrada exibe os coches dos sultões. Quando o sultão estava no palácio era proibido falar no segundo andar, embora estivesse aberto a estrangeiros e a outras pessoas que fossem ver o “Divan” (Parlamento) ou a cozinha. Quase como o Jardim do paraíso, deambulavam por este pátio toda a espécie de animais exóticos, gazelas, pavões... Os jardins eram tratados por centenas de jardineiros.A ala direita do segundo pátio era totalmente ocupada pela cozinha do palácio.

 

 

 

 

Cozinhas e a Coleção de Porcelana

Quase 1 200 pessoas trabalhavam nas cozinhas, construídas pela primeira vez no tempo de Mehmet II, e mais tarde restauradas pelo famoso arquiteto Sinan durante o governo de Selim II, no século XVI. Quando consideramos o número de pessoal que trabalha em todo o palácio, cerca de 5 000, quase 25% deste número servia para a cozinha. Neste complexo, havia três seções: para o sultão, para os serventes e para as sobremesas.

Também ficavam aqui os dormitórios dos empregados, mesquita, banhos e despensa. Cada uma das 10 salas que formava o edifício da cozinha era utilizado para cozinhar para várias pessoas e grupos, como a Rainha-Mãe, as concubinas, o príncipe herdeiro, os eunucos negros...

As cúpulas da cozinha principal foram construídas no, século XV e são um dos símbolos do palácio. As chaminés que encimam as cúpulas foram construídas por Sinan depois de um grande incêndio em 1 574. Todos os dias eram preparadas 20 000 refeições. Quer isto dizer que para além das 3 refeições diárias para as 5 000 pessoas que viviam no palácio, ainda eram distribuídas todos os dias refeições para mais  5 000 pessoas em Caravanserais e outros locais.

Atualmente, a grande parte do complexo, da cozinha abriga a terceira maior coleção do mundo de porcelana. Depois da coleção da China, Beijing e Alemanha, Meissen, vem a do Museu Palácio Topkapi constituída por 12 000 peças. No entanto apenas _ desta coleção, quase 3 000 peças, estão expostas.

Quando seguimos através da cozinha, podemos verificar que as peças estão expostas cronologicamente, começando pela Dinastia Tang (Séculos VII - IX), Dinastia Seladon (Séculos X e XI1) e Dinastia Ming (Séculos XIV e XVII) respectivamente da direita para a esquerda. No fim da coleção podemos observar porcelanas européias produzidas nos séculos XVIII e XIX, em Sevres, Vicente, Meissen,  Berlim e Varsóvia e as porcelanas japonesas, que surgiram no século XVII depois das famosas lojas de artesanato chinesas terem fechado.

Em "Helvahane" (onde faziam as sobremesas) estão expostos enormes caldeirões e outros utensílios de cozinha otomanos. Objetos feitos de vidro produzidos em Istambul (fabricados apenas para o Palácio) e em Veneza estão expostos no fim do corredor que fica junto de Helvahane. Este canto era apenas utilizado para fazer sabão e óleo. Do lado oposto ao corredor podem-se ver presentes de prata trazidos ou feitos pelos mestres desta arte para o palácio.

Harém

A palavra "Harem", que vem da palavra árabe "Haram" - "proibido pela religião", descreve o lugar onde o sultão vive com a sua família. Harem que tinha uma aplicação mundial de "Céu" cheio de belezas prometidas aos homens religiosos pelo Islão, era uma parte inseparável da dinastia otomana desde a sua fundação. Depois do Palácio Topkapi ter sido construído, todo o governo mudou-se para aqui, mas a família do sultão continuou a viver no antigo palácio em Bayezid por mais 8O anos. Durante o reinado do sultão Solimão Kanuni, a família deste mudou-se para edifícios de madeira no Palácio Topkapi, devido a pressão exercida por Hurrem, segunda mulher do sultão, depois de ter ocorrido um incêndio no antigo palácio. Foi então que a influência do Harem e as mulheres dos sultões começou a crescer sobre o governo e sobre o próprio sultão.

Muitos novos edifícios foram construídos substituindo os de madeira que ficaram completamente destruídos num incêndio em 1 666. Surgiu então um complexo, de edifícios com cerca de 300 quartos, em que apenas uma parte está aberta às visitas. Todos os edifícios que hoje vemos foram construídos nos séculos XVI e XVIII. Para visitar o Harem, aberto pela primeira vez ao público em 1 971, temos de comprar o bilhete no guichê do segundo pátio e participar na visita guiada que se realiza cada 30 minutos com os guias locais em várias Iínguas. A visita começa a partir da porta de saída utilizada anteriormente para os coches.

O harem estava isolado do mundo exterior e a entrada era um privilégio permitido apenas aos parentes mais próximos do sultão e aos que  trabalhavam no seu interior. Em  determinados dias, homens de apenas 3 grupos profissionais tinham a permissão de entrarem em alguns quartos do harem. Era o caso dos médicos nas suas consultas de rotina, professores dos príncipes e músicos convocados para as cerimônias. Aos "Não-muçulmanos" era totalmente interdito.

Para além das mulheres dos sultões e mãe, também ficam no harem, os irmãos e crianças preparados para o trono ou aqueles que serão afastados dele e os homens e mulheres que trabalham para esta grande família. Enquanto alguns sultões tinham relações com apenas quatro mulheres como é permitido pelo Islão alguns tinham centenas de mulheres no harem. Por exemplo, diz-se que havia cerca de 1 200 mulheres no harem de Murat III, o primeiro sultão que passou quase todo o  seu tempo com as mulheres ignorando os trabalhos de estado.

As "Concumbinas" que tinham a tarefa de servir o sultão, eram raparigas novas trazidas dos países conquistados. Estavam sujeitas a um estagio profundo no palácio, depois de mudarem-lhes o nome e converter a sua religião. Aquelas que tinham filhos dos sultões eram levadas para quartos especiais no harem. Outras viviam aqui e serviam a família imperial tendo outra função ou arranjarem casamentos com homens que ocupavam importantes cargos civis.

Quase todas as mulheres que vivem no harem incluindo as mulheres do sultão ou os criados eram escravizados, comprados em mercados de escravos ou oferecidos ao sultão e depois tornados muçulmanos. Estas mulheres de singular beleza, eram trazidas para Istambul de todas as partes do mundo, e ficando intimas do sultão davam-lhe filhos. Mas nem sempre eram fiéis ao sultão e a dinastia otomana devido à sua condição de vida em "prisão". Estas mulheres, sentenciadas a viverem no harem e cujas famílias tinham sido escravizadas ou mortas pelos otomanos, não dispensavam muitas vezes o papel principal nas intrigas contra o sultão.

Em vez da imagem magnífica do palácio, as mulheres viviam numa atmosfera competitiva. Uma vez que o sultanado na dinastia otomana passa do pai para o filho mais velho, o objetivo de todas as concubinas em dar à luz o primeiro filho do sultão e assim tornarem-se na "haseki" (a preferida) do sultão. Essa era a única forma de garantirem o seu futuro. Por outro lado não era suficiente ser a mãe do primeiro filho, mas também manter seu filho vivo até a morte do sultão. Muitas concubinas tentavam matar os outros filhos de forma a permitirem os seus a herdar o trono. Existiam também brigas entre as favoritas do sultão a a sua mãe (Rainha-Mãe) que era a dona absoluta do harem e a segunda pessoa mais importante depois do sultão no que diz respeito à influência na administração do império. Tinha cerca de 40 quartos e os seus próprios empregados.

Fora os quase 300 quartos, existiam 46 toaletes, 8 banhos turcos, 4 pequenas cozinhas, 2 mesquitas, 6 despensas, uma piscina e um hospital, construídos numa área total de 6 700 m2. O Harem é normalmente composto por 3 largos pátios e quartos dispostos à sua volta. Estes quartos pertenciam à Rainha-Mãe, mulheres do sultão, príncipe herdeiro, concubinas e ao "Eunucos Negros', estes responsáveis pela proteção do harem. Os Eunucos Negros eram homens muito fortes tornados cativos durante as guerras na África. Cerca de 40 viviam no harem e os seus deveres exigiam poder masculino. O Chefe dos Eunucos era a terceira pessoa mais importante a seguir ao sultão e à Rainha-Mãe.

Durante a visita com o guia local, os visitantes podem ver tudo de perto: quartos dos Eunucos Negros, o Pátio dos Azulejos, a Escola do Príncipe Herdeiro, o Pátio das Mulheres do Sultão, os quartos, a cama da Rainha-Mãe, sala de jantar, sala do serviço divino, o banho turco em mármore preferido pelo sultão pela sua segurança, quarto de dormir do Sultão Abdulhamit que reinou no século XVIII, a maravilhosa Sala do Trono de Murat III que reinou no século XVI, a elegante biblioteca de Sultão Ahmet, Sala de Jantar de Ahmet III (as paredes desta sala que se chama "Yemis Odasi" estão decoradas com belos motivos florais), pequenos quartos onde os  irmãos do sultão viviam durante anos e o "Caminho de Ouro" com 46 metros onde o sultão se encontrava com as suas concubinas.

Apesar da saída do Harem ser no terceiro pátio, vamos observar o segundo pátio antes do terceiro e dar pequenas informações sobre os seus edifícios neste pátio. O edifício que fica mesmo, ao pé da entrada do harem, chama se "KUBBEALTI" (a cúpula) e era o centro da administração do império otomano Os vizires, presididos pelo Grande Vizir, reuniam-se aqui  4 dias por semana e tomavam importantes decisões políticas internas e internacionais nesta enorme sala decorada. O quarto atrás da janela gradeada localizada na parte superior desta sala, foi planejada para que o sultão sem ser visto pudesse observar e ouvir o que se passava nessas reuniões. Este edifício era também utilizado para negociações de estado com embaixadores estrangeiros.

A torre (com 40 metros de altura) situada precisamente acima de Kubbealti, era chamada "Torre da Justiça", construída como torre do relógio, tornou-se um dos símbolos da arquitetura, não só do palácio, mas também de Istambul.

A parte utilizada como Tesouraria Estrangeira nos tempos otomanos e localizada ao lado de Kubbealti é utilizada com Exposição de Armaduras. Em anos anteriores, era aqui guardado os impostos de várias regiões e os ordenados pagos todos os 3 meses. As peças mais importantes são as espadas do Sultão, Mehmet II (O Conquistador)e de Muaviye (um dos comandante do Islão), a armadura do cavalo do Sultão Yavuz Selim que conquistou o Médio Oriente, muitas armas estrangeiras e espingardas, espadas de carrascos, setas iranianas e turcas, conjuntos de arco e flecha, outro tipo de espadas, escudos e armaduras, datados entre os subsolos XVI e XIX.

Passando do segundo pátio ao terceiro, a porta à nossa frente, chama-se BABUSSADED ou AKAGALAR terceira maior porta do palácio. Durante 400 anos, as cerimônias mais importantes eram realizadas em frente a esta porta, que divide a área administrativa da área residencial do sultão. Cerimônias de entronização dos novos sultões, acompanhamento do exército para um estado de guerra, celebrações das novas conquistas, e as recompensas aos Janízaros eram realizadas debaixo do telhado, suportado por 6 colunas em frente a esta porta. Durante as cerimônias, a bandeira otomana era colocada (o estandarte) no buraco da pedra ao centro e à sua frente o trono do sultão e todos os funcionários civis de alto nível e comandantes tomavam os seus lugares em volta desta porta formando um semi-circulo.

Quando transpomos Babussaded, o primeiro edifício à nossa frente no terceiro pátio, chama-se "ARZ ODASI", ricamente decorado de azulejos. Há um trono e uma fonte na parede no canto esquerdo desta sala da recepção onde eram apresentadas as decisões tomadas em "Kubbealti" e onde os embaixadores estrangeiros eram recebidos com cerimônias. O som do chapinhar da água da fonte, água que deixavam correr durante as negociações privadas, evitava os "ouvintes indesejáveis".

Os azulejos de cor amarela, verde e turquesa são os melhores exemplos da arte de azulejaria dos otomanos. Os desenhos destes azulejos podem ser vistos freqüentemente nos tapetes clássicos feitos à mão. Pode ver-se nas paredes em frente da sala de recepção, escritos árabes e monogramas dos sultões.

O edifício do lado direito da entrada do 3º pátio era a antiga escola do palácio, embora hoje em dia seja usado como escritório da direção do museu. A primeira coleção na ala direita do pátio é a exposição de têxteis na sala chamada de "Sferliler Kugusu" (Dormitório dos Viajantes). Os trajes dos sultões otomanos, dos príncipes herdeiros e outras roupas de valor estão aqui expostos. Ao lado desta coleção, o quiosque Fatih, um edifício com duas grandes cúpulas, guarda o Tesouro Imperial, uma das partes mais interessantes do palácio.

Tesouro Imperial

Este conjunto de edifícios utilizados anteriormente para guardar os tesouros do palácio, designado Edifício Imperial do Tesouro foi usado desde o século XVII durante a época otomana. No século XIX, o tesouro foi aberto a visitas de importantes convidados europeus, sendo as obras de arte expostas com orgulho. Exposições sistemáticas destas obras de arte, depois do palácio ter sido convertido em museu em 1 924, revelaram a riqueza do império otomano. A maioria das obras de grande valor expostas no departamento imperial do tesouro, são trabalhos dos mestres de joalharia do palácio. Sabe-se por exemplo, que no século XV, 70 mestres joalheiros trabalharam no palácio. Atualmente, a arte de joalheria turca, sob a liderança de mestres armênios que vivem em Istambul têm a apreciação de todo o mundo. Muitas peças de grande valor da atual coleção, foram transferidas para a tesouraria do palácio como presentes.

Há um trono em cada sala do tesouro. Existem 4 salas adjacentes e nelas uma varanda com uma vista magnífica. O trono da primeira sala, executado no século XVII, pertence a Murat IV e é feito de ébano incrustado com marfim. Nesta sala estão também expostos candelabros de ouro, narguilés (cachimbos de água), serviços de jantar em ouro, caixa de música indiana ornamentada com um elefante, armas decoradas de jóias e uma bengala decorada de valiosas gemas, um presente do imperador Alemão Wilhelm II.

O trono exposto na segunda sala é um trono coberto do século XVII que pertence ao Sultão Ahmet I. Também exposto nesta sala, a famosa adaga de Topkapi enviada ao sultão persa Nadir pelo sultão Mahmud I. Quando o presente estava a caminho, tiveram a notícia que o sultão tinha morrido, regressando assim ao palácio.   O trabalho mais interessante na terceira sala é a Colher de Diamantes (Kasikçi). Esta preciosa gema, cujo nome crê-se ter origem no fazedor de colheres que encontrou o diamante. Tem 86 quilates e 40 brilhantes à sua volta. Os candelabros de ouro feitos para o túmulo do Profeta Maomet, cada um deles decorado com 6 666 diamantes, merecem ser vistos. O trono que o governador egípcio Ibrahim Pacha mandou para Murat III no século XVI está aqui exposto e é de madeira de nogueira cobertos de placas de ouro. Na quarta sala que se chega passando pela varanda, com vista para o Mar de Mannara. está exposto o trono coberto de placas de ouro, decorado com 25 000 pérolas, mandado ao Sultão Mahmud I pelo Xá Nadir.

Fazem também parte destas obras de valor, o osso do braço de S.João Baptista, rosários, adornadas caixas de rapé, materiais de escrita, espadas, trabalhos de marfim e azulejos. Depois da seção do Tesouro Imperial, vemos ao longo da parede a norte duas salas de exposição diferentes, não tão grandes como, as outras.

Uma destas, exibe a COLEÇÃO DE CALIGRAFIA E PINTURA, onde estão expostos livros manuscritos, cópias dos famosos retratos dos sultões otomanos, que são geralmente expostos nos museus europeus, e miniaturas turco-islamicas. A sala seguinte é a COLEÇÃO DE RELÓGIOS do palácio. O relógio mais famoso dos períodos entre os séculos XVI e XX, é o relógio adornado de jóias oferecido a Abdulmecit II pelo Czar Russo Nikolas. Ao lado da Coleção de Relógios fica a Sala das Relíquias sagradas que é uma das 3 maiores e valiosas coleções do palácio.

 

 

Relíquias Sagradas

Depois do Sultão Yavuz Selim ter conquistado o Egito em 1 517, ele recebeu o título "Califa" que significa o Lícler de todo o mundo islâmico. O califa trouxe então para Istambul as relíquias sagradas que pertencem a HZ (Exmo) Maomet. Todos os sultões que Ihe seguiram usaram este título quando subiam ao trono. O Sultão Murat III decidiu expor as relíquias sagradas nas duas salas adjacentes, chamadas "Hasoda" ou 'Hirka-I Saadet Dairesi" utilizadas até então como sala privada do sultão.

Na primeira sala, que chama a atenção com os azulejos azuis de Iznik nas paredes interiores e exteriores estão expostas fechaduras, chaves e também as espadas de 4 califas. Na segunda sala exposto num expositor especial estão os pertences do profeta Maornet: o casaco, a espada, a bandeira, o arco e flecha, uma pegada, um dente, pelo da barba e uma carta.

A última obra mencionada no terceiro pátio é a BIBLIOTECA DO PALÁCIO que fica mesmo no centro do pátio, construído durante o domínio de Ahmet III em 1 719. Quase 4 000 manuscritos desta biblioteca, construída completamente em mármore, estão expostas juntamente com outras coleções. Só os coloridos azulejos podem ser vistos atualmente no edifício. Há duas passagens para o quarto pátio que é o último do palácio. Seguindo pelos caminhos chegamos ao JARDIM DAS TULIPAS dos sultões. As flores deste jardim são muito agradáveis sobretudo em Abril  e Maio. Os sultões tinham prazer em observar a beleza deste jardim das varandas do PAVILHÃO SOFA que fica no canto do jardim. Quando vamos para cima a esquerda do  jardim, chegamos a um pátio chamado "Terraço do Corno de Ouro".

Deste terraço tem-se um magnífico panorama do Corno de Ouro. É a melhor vista para os bairros Eminonu. Galata e as Pontes do Corno de Ouro. Num lado do terraço fica o PAVILHÃO BAGDAD, construído durante o reinado de Murt IV em 1 638, uma das obras mais elegantesca arquitetura otomana do  século XVII com os seus azulejos azuis, cúpula dourada, armários incrustados de marfim e carapaça de  tartaruga. Só outro lado do terraço a SALA SUNNET (sala da circuncisão ).

No fim do jardim, ao lado do Mar de Marmara fica HEKIMBASI ODASI e o PAVILHÃO MECIDYE ao fundo das escadas. Este edifício foi o último a ser construído antes do palácio ter sido abandonado. Foi construído sob a ordem de Abdulmecil I. pelo arquiteto Sarkis Bayan em 1 840. A coleção Preziori existia no edifício decorado de motivos florais.

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