Ambientes decorados com Tapetes Taj Lã- clique nas fotos para ampliar
Quando
falamos na arte de tecer tapetes orientais, sempre nos perguntamos:
em que os artesãos se inspiram para produzir tapetes
tão lindos, tão bem confeccionados?
Os
artesãos indianos se inspiram nas suas crenças e
em sua história.
Histórias
de conquistas como na época dos mongóis.
Mais
a maior conquista foi a de um imperador mongol que realizou um
sonho de contruir um monumento.
O
taj mahal.
Que
foi construido à 370 anos atrás, pelo então
imperador mongol shah zehan em memória da sua esposa favorita
muntaz mahal
Aos
15 anos de idade com uma excelente preparação intelectual,
considerado o mais elegante dos mongóis, shah zehan encontrou
num bazar na cidade de agra a mulher mais bonita
que já vira em sua vida, ela estava vendendo seda e acessórios.
Casaram-se, e ficaram juntos 19 anos, tiveram 14 filhos dos quais
sobreviveram apenas 7.
Em
7 de julho de 1631 nasceu o 14º e último filho do
casal, foi quando sua esposa passou muito mal, e ela pediu para
que: se caso ela morresse para que ele construisse um monumento
que simbolizase a purea e a beleza, o amor e a paixão,
e infelizmente ela morreu.
Um
ano após em 1632 ele começou a construção
o palácio taj mahal, demorou 22 anos para ser finalizado
e trabalharam mais de 20 mil pessoas.
E
para embelezar o monumento do amor ele mandou fazer dois tronos
de ouro, três tronos de prata, 1000 cadeiras incrustadas
de pedras preciosas e semipreciosas.
Ele
usou 43 tipos de pédras preciosas e semipreciosas de vários
lugares do mundo como: turquesas do tibet, lápis-lazúli
do afeganistão, jade e cristal da índia, madrepérolas
do oceano índico, vidros do egito, diamantes e quartzo
do himalaia, e 467 quilos de ouro.
Shah
zehan, imperador do mundo, imortalizou não só a
sua amada, como a si mesmo e a toda sua dinastia, construindo
o taj mahal.
Esse monumento ao amor que alimenta
A mente de varios artistas e artesãos no mundo todo.
E foi essa inspiração que levou os nossos artesãos
a desenvolverem uma coleção de tapetes futurista
para marcar uma nova era da tapeçaria indiana.
Foram
2 anos de pesquisas para desenvolver tapetes que mantivessem as
caracteristicas e tradições orientais, más
com técnicas modernas em seu acabamento.
Taj
collection: é o de taj lã, taj couro, kilim jaipur,kilim
natural, nepal e agra.
São
feitos à mão, nó por nó, com cores
modernas, e diferenciais:
Taj
lã:
A base de lã é tecida com o nó killim tradicional;
Depois
da base pronta, juta e algodão são alinhavados por
entre os nós da urdidura em carreiras separadas;
A
pelagem é alta e macia dando um conforto maior;
O
campo do tapete não possui desenhos e as cores são
atuais como laranja, vermelho, marrom, azul, bege e o amarelo.
Taj
couro:
A urdidura moderna é entrelaçada com couro, lã
e algodão, prevalecendo o couro na superfície.
Essa
é a taj collection.
Esse
nome foi dado em homenagem ao monumento histórico da cidade
onde foram confeccionados, que é a cidade de agra, onde
se encontra o taj mahal.
A
fama da exuberante riqueza da Índia Antiga se estendeu
muito além das fronteiras.
Em busca desta riqueza, Timur, mais conhecido com o nome de Tamerlán
e sua horda de saqueadores invadiram o território para
saque. Depois de dias de assassinatos, roubos e profanações
prosseguiu sua marcha, deixando para trás uma devastação
incalculável. Ao sair do país, levou um número
enorme de elefantes, quantidades imensuráveis de armas
e o melhor do artesanato, para decorar sua capital Samarkand.
Ninguém imaginou que menos de um século depois,
um descendente dos povos da Índia Antiga ergueria o maior
império que jamais existiu.
Este é o Império Mongol, governado por homens extraordinários
como Akbar, Zehanguir e Shah Zehan.
Akbar assumiu o trono do Império Mongol com 13 anos, e
foi quem o consolidou e expandiu. Akbar teve três filhos,
o primogênito chamou Salim, conhecido posteriormente como
Zehanguir.
Akbar contava com uma biblioteca de 24.000 livros, que o Imperador
havia herdado dos artistas persas do seu pai. Com seu apoio pessoal
a pintura em miniatura ganhou grande destaque.
Zehanguir herdou do pai a apreciação da arte, mas
não suas qualidades de estadista.
Em 1592, a esposa hindu de Zehanguir deu a luz a um menino, Shah
Zehan (Imperador do Mundo); menino que foi adorado pelo seu pai
e avô.
Shah Zehan teve durante vários anos os melhores mestres
para sua completa educação: ciência e medicina,
gramática, lógica, matemática, astronomia,
geologia, aprendeu árabe, o idioma do Corão, e persa,
manejo da espada, poesia, estratégia militar, tiro e seu
maior interesse, arquitetura.
Em 1605, quando tinha 13 anos, seu pai tornou-se imperador.
A arte e a arquitetura tiveram o apoio pessoal do Imperador, apoio
este que se estendeu também para o reinado de Shah Zehan.
A arquitetura e a arte mongol que perduram até a atualidade
comprovam que este patrocínio foi recompensado.
Com 15 anos, Shah Zehan, com uma excelente preparação
intelectual, alto, olhos grandes e lânguidos, era considerado
o mais elegante dos mongóis.
Neste
mesmo ano por ocasião do real Bazar Mina, bazar particular
realizado junto ao harém, onde as mulheres aristocráticas
faziam suas compras, os olhos de Shah Zehan vislumbraram a mulher
mais bonita que já vira em sua vida, vendendo seda e acessórios.
Ela era Arjumand Banu, filha de Assaf Khan, sobrinha de Nur Zehan,
esposa predileta do imperador. Cresceu no harém de seu
pai, mimada por todos. Aprendeu árabe e persa, e sofreu
grande influência de sua tia Nur Zehan.
Sua
imagem não lhe saiu mais do pensamento, e no dia seguinte,
falou a seu pai que queria casar-se com ela, no que o imperador
consentiu.
Passaram-se, porém cinco anos antes que Shah Zehan voltasse
a ver a beleza de Arjumand Banu. Casou-se primeiramente com Quandari
Bergun, princesa persa, por motivos políticos; entretanto
sua paixão só aumentava.
Foi no ano de 1612, que os astrólogos disseram ser de bom
agouro que se realizasse o casamento de Shah Zehan com Arjumand
Banu. Ele tinha então 20 anos e ela, 19.
O
casamento foi grandioso, realizado com pompa, riqueza e esplendor
nunca visto.
Arjumand Banu após o casamento recebeu o título
de Mumtaz Mahal (A Escolhida do Palácio). Ela se tornou
a companheira constante e leal, acompanhando-o até nas
guerras; sendo a esposa preferida de Shah Zehan.
Mumtaz Mahal era compassiva, generosa, afetuosa e de caráter
franco, além de muito bonita. Os poetas celebravam sua
beleza, dizendo que a lua, envergonhada, escondia seu rosto diante
dela.
Pouco se sabe da vida privada de Shah Zehan e Mumtaz Mahal, exceto
que viveram apaixonadamente e de forma inseparável até
os últimos dias.
Em seus 19 anos de casamento, Mumtaz Mahal deu a luz a 14 filhos,
sendo que sete morreram na infância.
Shah Zehan se envolvia cada vez mais com a política, e
Mumtaz Mahal sempre a seu lado, demonstrou ser uma conselheira
política inteligente.
Em
1631, quando Shah Zehan partiu para mais uma batalha, ela o acompanhou,
contra a vontade do imperador, pois estava grávida. Em
07 de julho deu a luz a uma menina, enquanto o imperador estava
no campo de batalha. Ele recebeu a notícia de que ambas
estavam bem.
Porém, ao amanhecer, chegou um mensageiro informando que
ela havia piorado. Apressou-se para chegar a sua tenda, e pediu
que todos saíssem para ficar só com ela.
Todos
estavam muito preocupados, pois Mumtaz Mahal disse ter ouvido
sua filha chorar em seu útero, o que era sinal de mau agouro.
Quando Shah Zehan se aproximou, ela disse a seu ouvido, que ele
construísse um monumento para ela, que simbolizasse a pureza
e a beleza do seu amor. Morreu logo em seguida.
E Shah Zehan, o Grande Imperador do Mundo, o maior de todos os
mongóis, perdeu o controle e rompeu a chorar descontroladamente.
Durante toda uma semana Shah Zehan esteve de luto; não
comeu, não bebeu, nem recebeu ninguém. Os que passavam
perto do seu aposento, disseram ter ouvido um choro baixo e constante.
Quando
saiu, no oitavo dia, viu-se um homem velho. Seus cabelos estavam
brancos, seu corpo curvado e seu rosto marcado pelo desespero.
Sua vida não voltaria a ser a mesma;
Mumtaz Mahal era uma parte muito preciosa dela.
Não lhe bastou o período usual de 40 dias de luto.
Declarou que todo o reinado estaria de luto durante dois anos,
estendendo sua melancolia por toda a Índia. Não
haveria nem entretenimento, nem diversão pública,
nem música; não se usaria nem jóias, nem
perfumes, nem nenhum tipo de adorno; proibiu-se o uso de trajes
vistosos, executando-se quem se atrevia a ofender a memória
da rainha.
Profundamente abalado, Shah Zehan tomou uma decisão que
se converteria em sua obsessão durante os próximos
anos: construir para sua rainha um mausoléu mais puro e
mais bonito como ninguém jamais construiu. Só um
monumento assim seria suficiente para Mumtaz Mahal, e para expressar
o tamanho do seu amor por ela.
Depois de seis meses da sua morte, seu corpo foi trazido para
Agra. Shah Zehan mandou que se espalhasse prata por todo o caminho.
Foi selecionado um solar em Agra, onde se enterrou temporariamente
o corpo da rainha, num jardim tranqüilo nas margens do Rio
Yamuna.
No mesmo ano, Shah Zehan havia se empenhado no processo de receber
os desenhos de arquitetos da Índia, Egito, Birmânia,
Pérsia e Sri Lanka; mas era difícil agradar ao imperador.
Já se passaram mais de trezentos anos desde a construção
do Taj Mahal, mas não se conhece o autor do projeto, tendo-se
apenas suposições.
Na
época de Akbar e Zehanguir, avô e pai de Shah Zehan,
havia grande patrocínio para as artes, fazendo com que
muitos artistas fossem de várias partes do Oriente para
lá. Na época de Shah Zehan, o patrocínio
era maior, portanto os melhores engenheiros, escultores e pedreiros
da região trabalhavam em sua corte.
Para a construção do Taj Mahal, foram necessários
vinte mil operários, em vinte e dois anos de trabalho (1632-1654),
com um custo monumental, que nunca pode ser contabilizado de forma
precisa.
Para embeleza-lo, chegaram jóias de todos os lugares do
mundo: turquesas do Tibet, lápis-lazúli do Afeganistão,
jade e cristal da China, conchas, corais e madrepérolas
do Oceano Indico, vidros do Egito, diamantes e quartzo do Himalaia,
ágata do Yemen, ônix da Pérsia, ametista,
mármore branco e negro, arenito vermelho, e 467 quilos
de ouro.
Nas
paredes de mármore podemos ver uma enorme gama de esculturas.
Os motivos florais são muito usados, refletindo o gosto
dos mongóis por jardins e flores. Usou-se também
esculturas em mármore negro para incrustações
caligráficas de versos islâmicos.
Shah Zehan, Imperador do Mundo, imortalizou não só
a sua amada, como a si mesmo e a toda a sua dinastia, construindo
o Taj Mahal.
Situado a menos de um kilômetro de Agra, cercado por um
parque verde e silencioso, é a culminação
gloriosa da fusão artística da arquitetura indiana
e da ornamentação mongol.
Shah Zehan morreu em 22/01/1666, seu corpo foi levado de barco
ao Taj Mahal e enterrado junto de sua amada, Mumtaz Mahal, findando
assim esta linda história de amor.
Muitas pessoas que até hoje visitam o monumento se perguntam
se o que vêem é verdadeiramente uma realidade em
pedra e mármore ou uma visão efêmera da beleza
pura.
Tagore, fazendo eco aos admiradores do Taj Mahal escreveu:
“Tua sabias, Shah Zehan, que a vida e a juventude, a riqueza
e a glória, todas elas se deixam levar pela corrente do
tempo. Para tanto, tu te esforçaste pela perpetuação
da tristeza só no seu coração.
Que se desvaneça o esplendor do diamante, pérolas
e rubis como o resplendor trêmulo do arco íris. Que
só esta gota de tristeza, este Taj Mahal, reluza brilhantemente
e sem manchas no colo do tempo para sempre e eternamente".