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  » TAPETES » IRA » Fotos meramente ilustrativas

 

Há muito tempo que a cidade de Isfahan vêm  se transformando numa das cidades mais importantes do Irã, por causa de estar situada numa área onde se encontra as estradas principais e também na existência do rio de Zayandeh-Roud no Irã.

 


 

 

 

O período em que Isfahan se fortaleceu, foi na era de Safavid, quando a capital foi transferida de Tabriz a Qazvin e então para Isfahan, para obter mais segurança dos seus povos. Tiveram os melhores engenheiros na arte do período “Shah Abbas”, onde construirão os melhores e magníficos edifícios trabalhados à esmalte, com desenhos de prata embutidos. Com esses edifícios tornaram Isfahan um centro turístico muito importante daquela época onde os mais importantes ingleses visitaram a cidade.

 


 

A arte de tecer tapetes também foi intensificada na era de Safavid. Pela época da invasão Mongol no Irã (em 1722 A.D.), e pela queda da dinastia de Safavid. Em 1920 ao longo entre duas guerras  mundiais, a arte de tecer em Isfahan foi prejudicada e paralisada seriamente pelos povos de Isfahan. Com a paralisação das guerras começaram novamente a tecer tapetes e revitalizando os projetos antigos da era de Safavid e transformaram-se outra vez num dos pólos a quem diria o mais importante do Irã. O tapete de Isfahan é reconhecido e valorizado mundialmente. Hoje existe um grande público tanto de países Europeus quanto Ocidentais que compram tapetes de Isfahan devido sua qualidade e sua riqueza e por ser um dos tapetes persas mais finos do Oriente.


Atualmente existe uma grande variedade de tapetes tecidos em Isfahan, tais como Kashan, Goom, Kerman, Yazd dentre outros. A maioria dos tapetes de Isfahan é tecido em tamanhos pequenos às vezes em tamanhos grandes, geralmente encomendados por pessoas importantes.


Os tapetes de Isfahan são conhecidos e muito famosos por ser tecido com produtos de qualidade como a urdidura feita de seda, lã e algodão. Facilmente reconhecido por suas franjas serem grandes podendo chegar a 15 centímetros. Seus desenhos e projetos são baseados nos trabalhos feitos nos edifícios históricos, como geralmente a cúpula das mesquitas que simboliza o medalhão central do tapete, acompanhado por flores, às vezes com animais e também como retrado de paisagem. As cores dos tapetes podem variar em até 14 opções onde os tecelões selecionam geralmente em bases no que irá tecer sempre em tons azul, vermelho, bege ou creme.

 

Em 1598, Shah Abbas o grande imperador da dinastia nomeou Isfahan na parte sudoeste do país, capital de Irã.


No século 17 Isfahan era uma das cidades mais magnífica e a mais rica no mundo. Esfahan fica situado na parte central do Irã.


Durante a dinastia de Shah Abbas muitos mosques, palácios e outros monumentos grandes foram contruídos em Esfaran, época em que Esfaran era um centro grande na arte não só em tapetes mais também entras categorias.

Estes edifícios enfluenciam até hoje nos projetos de tapetes em Esfaram. Como por exemplo a cúpula das mesquitas representadas como medalhão central nos tapetes.


Os tapetes de Isfahan são contados entre os tapetes os mais finos e os mais caros atados hoje no Irã. A densidade do nó varia de 600,000 a 1 milhão de nós.

É tecido geralmente de uma lã e de uma seda muito fina, a urdidura é de seda e a trama é algodão.


Projetos geralmente floral com um medalhão ou todo-sobre o projeto, com gravuras sugestivas de pinturas persas (por exemplo espirais, folhas de palmeira, videiras, animal artístico ou motivos de planta.) o esquema de cor é entre o mais ricos de todos os tapetes persas.

As cores as mais comuns, o fundo são azuis bege, claro e vermelho ou azul.

No século XVII, o centro persa brilhava sobre a apresentação de peças de diversas regiões, quando surgiu um acabamento artístico na manufatura do pátio do xá Abbas que conseguiu a admiração geral à primeira vista, pela composição harmoniosa das cores, dos desenhos e da tonalidade da cor marfim, bege, ou azul-claro no fundo. Eram os tapetes Isfahan.

Seus desenhos eram executados às vezes com 10 ou 15 cores diferentes. Apesar da quantidade de cores, eles não refletiam inquietude. A ornamentação da área interna era feita com medalhões rodeados de viçosas gavinhas, flores e arabescos, motivos encontrados nos tapetes de vaso, árvores florindo e desenhos de animais.

O desenho é finamente atado, com cores naturais e muito claras. Eles tem grande valor, apesar de serem peças estranhas e simétricas.

 

 

 


A beirada também é bem executada. Muitas vezes o beiral principal é aberto e integrado ao desenho da área interna. O acabamento dos beirais é tão fino quanto o do fundo. Pequenos desenhos deixam a desejar no gosto e na falta de aprimoramento dos mínimos detalhes. A apresentação de cores é bem marcada nas peças antigas.

Quando a beirada é bege, a área interna é azul-claro ou vice-versa. Na qualidade, o Isfahan só é comparável aos tapetes de Tabriz, Keschan ou Teerã. A espessura fina de suas laçadas mostram 2.500 a 4.000 nós sinã por dm². As peças antigas são às vezes mais finas.

Material
corrente-algodão; arremesso-algodão ou lã; flor-lã
Também chegam tapetes de seda com laçadas sobre algodão
Medidas em centímetros
tapetes...todos os tamanhos
pontes... 120x200 até 145x250

Os tapetes do Isfahan estão incluídos nos melhores que a arte de laçar oriental produziu. Sua lã é fina e brilhante, e mesmo em velhas peças vemos a flor curta como uma escova. Nesse grupo de tapetes, assinalamos o complemento de arabescos. Essas peças tão finas e de execução tão detalhada quase não aparecem em nenhum lugar.

Quem não se lembra da designação "tapete persa" que descreve um mundo de contos maravilhosos das mil e uma noites? Em nenhuma parte do mundo foram feitos tapetes de luxo com tanta arte e tão dispendiosos como os vindos dos pátios de manufatura persa. E não é de admirar que todos os países quisessem entrar em ligação com a terra mater dos tapetes, usando o próprio nome das peças da arte persa.

Assim. a arte persa é venerada como modelo nos seguintes locais: Índia, Ásia Menor, Siria e também nos países maometanos, na África do Norte e Espanha.

Apesar de terem um bom acabamento, uma boa técnica, uma coloração harmoniosa e uma boa execução artística, as peças vindas dessas regiões nunca alcançaram o prestigio que gozaram e gozam as peças persas. A área que os tapetes persas abrangem hoje em dia é a seguinte: Afeganistão, Belucistão e a Pérsia (Irã), nos limites atuais.

O acabamento artístico dos tapetes persas é produzido em diversas fontes. O melhor lote de peças persas se propagou nos tempos dos senhores de Achaminid, os arcaicos Assamid. No ano de 624 depois de Cristo, começou a entrada dos califas islâmicos: isto só terminou no ano de 1200 com a invasão dos mongóis chefiados por Dschingistan. Somente em 1502, os persas, sob a soberania de Ismail al Saffi, puderam novamente reconstruir sua terra. Durante a dinastia de Saffi, a alta qualidade da arte de atar voltou a vigorar. As peças que merecem maior destaque são as da época do xá Thamasp e o xá Abbas I. Entre os seus seguidores tivemos o xá Nadir, que conseguiu que a Pérsia voltasse a ter novamente a sua velha realeza, depois de uma grande guerra na qual eles se apoderaram do Afeganistão e penetraram na Índia. Nesta época a manufatura de mais alta produção de tapetes com seus negócios completamente parados correndo o risco de desaparecer.

Em 1736, as províncias do Afeganistão, Cáucaso e parte das províncias habitadas pelos turcos dependiam do país persa.

Durante este período, os completos, bonitos e luxuosos tapetes das grandes manufaturas dos pátios persas começaram a chegar com estilo indo-germânicos que mal se diferenciavam dos tapetes nômades que apareciam com elementos mongólicos e tátaros.

A formação de alguns tipos de cultura pode hoje ser apresentados numa escala que esquematiza os tapetes persas de luxo.

 

Data de leitura
Exame da marca
1250-1400
Configuração arcaica
1400-1480
Tapetes com grande medalhão
1480-1550
Medalhão pequeno/múltiplo medalhão
1550-1630
Tapete Abbas
1630-1720
Tapete floral

Na época da regência do xá Thamasp (1523-1575) e do xá Abbas I (1586-1628) os tapetes de medalhão decaíram.

As peças que se originaram nesta época dificilmente são encontradas em mercados, somente em museus; elas tem referências e datas antiquíssimas. As peças mais finas com flor de seda tem de 1 até 2,25 milhões de nós po m², número que só podemos avaliar se compararmos o das peças antigas que tem 400.000 nós e que eram consideradas uma raridade. Hoje em dia, as peças encontradas não alcançam mais de 250.000 nós por m².

Tapetes lisos

A ornamentação dessas peças é rude, com a coloração crua; as cores usadas são o marfim, vermelho-tijolo, azul-marinho e preto, quase sempre sem variação de tonalidade. A terminação dos beirais é mais estreita e simples. Sua semelhança com antigos tapetes armênios começam por ocasião da dinastia mongol Timurid.

Tapetes com Grandes Medalhões

A caracteristica dessas peças é um grande medalhão central com um contorno dentado todo por igual, que cobre quase toda área interna. As outras características são linhas curvas em espiral e alguns brotos na área interna. Nos lados mais estreitos domina uma faixa nas cores marfim, vermelho-telha e azul-marinho.

Tapetes com Pequenos Medalhões

Neste grupo vemos medalhões com formas arredondadas, ovaladas, pontuadas e semelhantes a um limão. Temos gavinhas em espiral que são enfeitadas com folhas, brotos e pequenos arabescos como se estivessem florescendo. Não aparecem motivos de flores. As beiradas destes tapetes são mais largas; elas são divididas e contém formas de arabescos. As cores mais usadas, além do branco, são vermelho, vinho e grená. As cores são misturadas, resultando numa harmonia que enriquece o matiz e da um equilíbrio ao conjunto. O contorno é formado por uma simples linha preta. As beiradas dos tapetes têm um verde-musgo passando para o amarelo.

Tapetes Abbas

Nos tapetes Abbas vemos o desenvolvimento de viçosas gavinhas com brotos, folhas e botões; o acabamento é tão perfeito que não da para acreditar que são atados. Sob a dinastia do xá Abbas I, foram para a Pérsia artistas chineses, levando alguns dos seus elementos mais usados, como por exemplo o Tschi e as fitas onduladas. Também surgiram na época aqueles tapetes atados com fios de ouro e prata.

Tapete Floral

Saídos dos pátios de manufatura do Islá, chegaram tapetes que não tinham medalhões centrais nem descentralizados, mas que a área interna era coberta com estranhas e simétricas organizações concentradas de gavinhas com flores. Nas peças maiores, eram visíveis gavinhas enroscadas. Freqüentemente empregavam fios de ouro ou prata nessas peças. É de se supor que a forma do tapete floral se originou durante a regência da dinastia do xá Abbas I.

O velho tapete Isfahan pertence ao grupo de tapetes florais que foram descritos anteriormente, pois tem um fundo vermelho-grená ou azul-marinho e seus beirais são verdes-escuros.

As peças trazidas da Pérsia são divididas em grupos que são reconhecidos pela organização dos motivos e pela época de origem.

• Velhos tapetes persas, Isfahan
•Tapete de jardim
•Tapetes de animais de caça
•Tapete de azulejo
•Tapetes de árvore
•Tapete português
•Tapete dividido
•Tapete Herat
•Tapete Polônia, xá Abbas
•Tapete Dschouschegan
•Tapete de losangos
•Tapete folhas de lança
•Tapete cartucho
•Tapete ramalhete
•Tapete de vaso
•Tapete liso

Tapetes com Animais de Caça

Estas peças oferecem como motivo principal animais de caça. Os tapetes mais conhecidos de caça são os de Viena e o de Maidlander. A época em que foi originada essa forma de tapete e sua referência foram obtidas pelos tapetes vindos dos pátios de manufatura.

Tanto os animais como as figuras humanas têm uma forma completa e artística nos tapetes de caça. O tema geral é a caça; nestes tapetes aparecem um grande número de caçadores montados em animais ferozes como leões, tigres, panteras, antílopes, ursos, etc., perseguindo suas vítimas.

Os tapetes de animais apresentam as espécies de animais selvagens e domésticos encontrados no mundo oriental. Para descobrir a origem destes tapetes é preciso conhecer profundamente o atado, a técnica empregada, a estética condizente com a região e a época, e fazermos comparações. Segundo um conhecedor do assunto estes tapetes se originaram na região de Kirman.

Tapetes de árvores: é um tapete que se aproxima bastante dos grupos artísticos ditos antecessores. Este grupo mostra peças com a área interna sem nenhum motivo, encerrando apenas gavinhas.

No período arcaico, chegaram peças desse grupo que são um pouco mais grosseiras, com formas duras. Troncos grosseiros, galhos pesados e angulares raramente arredondados, indicando estarem carregados de frutos. Mais ou menos por volta de 1480 os tapetes de árvores ficaram mais naturais, delgados, cobertos de folhas. Os tapetes mais procurados são aqueles que têm a área interna coberta por organizações de árvores e animais.

Tapete dividido: significa que o tapete tem a área interna toda dividida em partes pontudas. Sua característica é a quantidade de cores usadas como fundo e que se destacam formando divisões.

Tapete xá Abbas ou tapete da Polônia - estes tapetes foram produzidos em Jesd ou Keschan e datam mais ou menos dos anos 1625 a 1675.

Seu desenho é comparado ao das velhas peças persas; eles são tão complexos que é preciso muito tempo para adivinhar a sua sabedoria. Hoje esse grupo de tapetes é muito importante; os europeus os consideram objetos de arte pelo seu desenho colorido e pela riqueza do tema.

Seu valor é comparado ao dos objetos mais dispendiosos como a seda, ouro e prata.

Na ornamentação de suas beiradas, aparecem as três folhas sarracenas. O que chama a atenção é a execução do trabalho. Essas peças adornadas com muita pompa, foram todas reparadas e são muito procuradas pelos colecionadores. Medida: 140 x 120 cm.

Tapete losango: a divisão da superfície destes tapetes mostra uma forma antiga da área interna que é toda coberta por linhas retas e soltas. No tapete persa estes desenhos foram trocados por delicadas gavinhas curvas, resultando num efeito mais bonito e foram apresentadas nas exposições de Kirman. Durante a queda da dinastia de Abbas, os desenhos ficaram mais simples; mais tarde os desenhos se vulgarizaram e estes tapetes passaram a apresentar losangos e animais.

Tapetes de cartucho: este tipo de tapete apresenta uma moldura e uma inscrição. Eles têm o desenho da área interna igual ao dos beirais. Sua origem e produção datam do ano de 1550.

Tapetes de vaso: o motivo que dá nome a estes tapetes pode ser visto também nos tapetes de losangos, com variações no acabamento artistico. Sua ornamentação compreende desenhos de vasos bojudos, nos quais se enroscam maravilhosas gavinhas. As características são as seguintes: flores, disco de palma, executado finamente, galhos de narcisos semelhantes a brotos e lírios-espada.

Os tapetes de vasos surgiram na manufatura de Kirman no sul da Pérsia.

Sua origem e produção datam do ano de 1500. Como já vimos os vasos, são acompanhados por flores coloridas que foram introduzidas como um prolongamento do movimento existente entre as cores do fundo marfim e vermelho-amarronzado. Os beirais são azuis-escuros e formam o contorno do tapete .

Tapetes de jardim: estes são talvez os tapetes persas mais interessantes. Seus desenhos parecem contar uma lenda; a sua pompa nunca foi alcançada pelos tapetes mais famosos que o precederam. Exemplo: Tapete Primavera de Chosrau; ele é todo em seda, fios de ouro, pedras, marfim, pérolas aplicadas pela metade ou inteiras; este tapete foi feito num tamanho monumental, 36 x 36 m; ele enfeitava um branco palácio que foi saqueado e destruído pelos turcos no ano de 637 a.C. Na sua configuração não vemos sinal especial que mencione o verão ou inverno.Os tapetes de jardim mostram maravilhosas figuras imitando jardins exóticos; aparecem caminhos ladeados por canteiros, alguns espaços vazios, lagos com peixes, flores e ramos onde pousam passarinhos. Os primeiros tapetes deste tipo devem ter sido organizados no leste da Pérsia. Koltuk é o lugar conhecido como tendo conservado muitos tapetes comuns desse tipo. Os tapetes que conhecemos medem mais ou menos 230 x 300 cm ou 220 x 500 cm.

Os tapetes de jardim são muito raros e caros, embora o seu atado não justifique o seu preço.

Tapete de azulejo: estas peças certamente só se originaram depois de 1750 no leste persa: elas mostram uma figura cheia de quadrados de diversos tamanhos. Cada área tem o seu próprio contorno e o desenho é efetuado com um atado fino. O conjunto lembra uma parede azulejada, por isso, as peças receberam esse nome. Velhas peças persas foram atadas com lã. Também chegam peças do tempo da primeira guerra, originárias da Ásia Menor, que se compõem de fios múltiplos de seda.

Tapetes portugueses: é inexplicável o nome destas peças; é um grupo raro. A unica razão que poderia justificar esse nome seria a associação do desenho de sua área interna, que tem forma de veleiros, com a época do descobrimento dos primeiros tapetes nos séculos XVII e XVIII, quando a Pérsia negociava intensamente com Portugal.

Tapetes Herat: a este grupo de tapetes pertencem também as peças produzidas até o ano de 1731 sob a direção do xá Nadir de Herat. Depois de 1731, tais tapetes se alastraram, tornando-se típicos por toda a região. Sua característica é uma arte cheia de desenhos, uma área interna uniforme e os beirais com desenhos bem adaptados. Os tapetes Herat representam o grande desenvolvimento da Pérsia. Como critério para reconhecimento do legítimo tapete Herat queremos acrescentar o seguinte: em regra geral o seu atado é feito sobre algodão. O atado é espesso, composto de pelo menos 160.000 nós Sinã. O corte é curto. Nos lados mais estreitos as franjas são curtas e frouxas. O movimento das cores varia entre o preto ou mais raramente o madripérola e marfim para o fundo, e para o desenho o uso proporcional do vermelho-escuro, verde, azul e várias tonalidades de amarelo dependendo da composição. Sua aparência geral é calma e agradável.

Tapetes Dschouschegan: sob esse nome conhecemos afamados tapetes, peças de comprovada beleza pelos seus desenhos. A característica deles é a palma da planície de Dschouschegan, que cobre a área interna; não há medalhões e os motivos são bem proporcionais. Essas peças antigas ainda hoje são muito apreciadas pela sua pequena espessura e pela bonita seleção de desenhos. Os tapetes que surgiram depois de 1847 não são como os antigos de Dschouschegan; nem dá para acreditar que tenham surgidos de lá. O atado após 1847 é até bem aceito, porém a terminação dos legitimos e antigos tapetes nunca mais foi alcançada.

Tapete lança: neste grupo incluímos peças feitas durante o período entre os anos 1600 até 1750. Estes tapetes têm uma área interna ornada com folhas de lança como mostra a ilustração; são peças raras e mínimas no seu tamanho.

Tapete ramalhete: o motivo principal destes tapetes é o floral em formas naturais; as flores aparecem formando ramalhetes; esse motivo ocupa principalmente a área central. O lugar de origem destes tapetes é Gulistã, cidade, conhecida como a fonte rica em rosas; por isso, as rosas ocupam o lugar principal na ornamentação. Mas, não só as províncias do sul da Pérsia nos legaram este estilo de tapete, mas também Sauschbulack, Kurdistan, Schuscha, no Cáucaso, onde se produziram peças inigualáveis. Podemos afirmar que existiu uma ligação entre os produtores destes tapetes e os de Kirman antes de 1850. Peças grandes, medindo 120 x 180cm, muitas vezes eram designadas como tapetes Salam, nome que significa uma saudação.

Tapetes lisos: as primeiras peças de fundo liso sem desenhos surgiram em 1750. Pertencem ao chamado tempo de decadência e renovação. O colecionador vê nessas peças um encanto especial, pois se igualam na organização aos outros tapetes, sem ter o desenho para atrapalhar.

Depois de darmos as noções cronológicas e as divisões tipológicas vamos apresentar a procedência produtora.

Divisão Tipológica:

•Nome do tapete
•Esclarecimento do nome, procedência, província produtora.
•Histórico sumário
•Marca de reconhecimento pela configuração do desenho, material, trabalho e coloração.
•Técnica, datas.
•Algumas semelhanças entre as peças e as formas adulteradas.

 
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